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A porta está aberta: O convite de Jesus à comunhão

Andar com Jesus era uma honra que os discípulos tiveram. Os que conviveram com Ele experimentaram algo muito além do que palavras ou ensinamentos: viveram a comunhão verdadeira com o próprio Filho de Deus.

Eles tiveram a oportunidade de andar e sentar à mesa. Puderam ouvir sua voz e testemunhar o seu amor. Essa comunhão não era religiosa, era viva, próxima e transformadora.

Jesus não veio apenas para que alguns poucos desfrutassem dessa proximidade. Ele veio preparar o caminho para que todos nós pudéssemos viver na presença de Deus. Temos o claro entendimento que Jesus morreu na cruz para levar sobre si os nossos pecados. Mas sua missão era muito maior: Ele morreu para levar sobre si o nosso pecado, ressuscitou e venceu a morte, e a partir deste evento, um novo tempo foi iniciado, um tempo onde a comunhão com Deus se torna acessível a todos que creem. A porta está aberta.

Jesus, antes de partir, nos disse que não estaríamos sozinhos, mas que seria enviado o Consolador. “Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas…” (João 14:26). O Espírito Santo é a garantia de que essa comunhão continua viva hoje. Ele nos ensina, nos guia, nos lembra das palavras de Jesus e nos conduz a uma vida em unidade com Deus.

Em 1 Coríntios 1:9 diz: “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor”. Jesus não apenas falou sobre comunhão, mas também deu exemplo. Na simplicidade de uma refeição, no caminhar pelas estradas, no cuidado com seus discípulos, Comunhão é presença, é relacionamento, é viver junto. E continua assim até os dias de hoje como está em Apocalipse 3:20: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.”

Através de João 14:23 Jesus demonstra que deseja estar perto de nós, habitar em nós: “Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele”. A comunhão com Deus não é superficial, é uma união íntima, constante, viva.

Mas para que essa comunhão seja completa nos é exigido posicionamento, decisão. Não podemos estar divididos. A Palavra nos alerta sobre isso em Mateus 6:24: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”.

Não há espaço para dois tronos no coração. Não há como abrigar dois senhores, nem dois espíritos. Para viver essa comunhão verdadeira, precisamos nos esvaziar de nós mesmos — do ego, do orgulho, das distrações — e nos tornar plenamente templo do Espírito Santo.

E como conseguimos iniciar esse caminho para uma comunhão perfeita com o Pai? Com práticas essenciais na nossa vida como cristão: a oração, a Palavra, o jejum e a comunhão com os irmãos. O jejum tem diversos propósitos, não apenas deixar de comer, mas ele se torna um ato de esvaziamento, um meio de nos aproximarmos mais de Deus, de aumentar nossa sensibilidade espiritual e aprofundar nossa intimidade com Deus.

Viver em comunhão é andar na luz, é viver em retidão, é estar unido com Deus e com os irmãos. É abrir a porta todos os dias e permitir que Jesus entre, permaneça e transforme tudo dentro de nós. A maior prova do amor de Deus foi que Ele não quis estar distante. Quis estar perto. Tão perto que decidiu habitar em nós.

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